Órgãos deflagram operação contra corrupção na CPPL V

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image (4)Após seis meses de investigação, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deflagrou, ontem, com a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) uma operação para combater a corrupção no Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis), antiga CPPL V, em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza. O gerente administrativo da unidade foi afastado; e um professor terceirizado lotado na unidade, preso.

Conforme o MPCE, as diligências da operação, denominada ‘Mecenas’, tinham como principal intuito apreender documentos e vistoriar o funcionamento da área administrativa do equipamento. Nas buscas, foram abertos armários dos agentes penitenciários.

O promotor Nelson Gesteira, que acompanhou a ação, contou à reportagem que o gerente afastado era um agente penitenciário. O servidor foi identificado como Antônio Braga de Lima.

O agente é suspeito de emitir falsa certidão de trabalhos internos para que os presos obtivessem redução da pena e, por ordem judicial, deve ser mantido afastado das suas funções por 60 dias. Já o professor foi preso portando cerca de um quilo de drogas. A suspeita é que o funcionário terceirizado da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) comercializasse entorpecentes para detentos. Conforme a CGD, o docente flagrado foi autuado pela Delegacia de Assuntos Internos (DAI). A identificação do terceirizado não foi divulgada.

“O gerente foi afastado por decisão judicial. Nenhum ilícito foi encontrado com ele. Um interno também foi autuado. Inspecionamos toda a área administrativa da unidade e algumas celas. O professor vinha vendendo drogas lá”, disse o promotor Nelso Gesteira.

Também foram recolhidos dois aparelhos de celulares e medicamentos de uso controlado com efeito psicotrópico. “Ainda analisamos se as armas utilizadas pelos agentes eram registradas”, acrescentou Gesteira.

Ainda de acordo com o MPCE, a operação é resultado de investigações sobre corrupção na CPPL V, presídio que abriga, em sua maioria, detentos da massa carcerária. O promotor lembrou que os documentos apreendidos podem trazer mais detalhes sobre o esquema de corrupção dentro do Complexo Penitenciário. “Agora, vamos apreciar todos os documentos apreendidos e dar continuidade ao procedimento para apurar as denúncias de corrupção”, disse o servidor da equipe do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc).

Positivo

O presidente do Conselho Penitenciário (Copen), advogado Cláudio Justa, ponderou que apesar da predominância de presos da massa carcerária, a CPPL V também abriga parte de faccionados da Família do Norte (FDN). Justa considerou o resultado da ação como positivo.

A investigação e a operação aconteceram de forma conjunta entre Ministério Público e Controladoria, parceria decorrente do Termo de Cooperação Técnica assinado entre as instituições em dezembro de 2017.

 

Diário do Nordeste


DHomem

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