BNB regulariza R$ 1,7 bilhão em dívidas com produtores rurais; No CE, 42 mil já foram beneficiados

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35c1087793452d276d4229960dc36d14_LO Banco do Nordeste já regularizou, somente em 2018, mais de 18,4 mil operações de dívidas rurais, em sua área de atuação (Região Nordeste e norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo). Entre liquidações e repactuações, o montante supera R$ 1,7 bilhão.

No Ceará, 42 mil produtores e famílias já foram beneficiados com a regularização de dívidas, o que representa R$ 660 milhões renegociado, como informou, em entrevista à edição desta segunda-feira, 16, do Jornal Alerta Geral (Rádio FM 103.4 – Expresso Grande Fortaleza + 25 emissoras no Interior), o superintendente de concessão de crédito do Banco do Nordeste, Zerbini Guerra.

Depois de cinco anos de estiagem, muitos proprietários de terra tiveram dificuldades para manter em dia o compromisso com as parcelas dos débitos agrícolas, mas, ao entrarem com o processo de renegociação dos empréstimos, conseguiram redução dos juros e mais prazo para retomarem os pagamentos. Agora, os clientes beneficiados podem voltar a obter novos créditos e realizar investimentos em suas propriedades.

A mudanças nas regras de renegociação das dívidas, por meio da Lei Eunício Oliveira (Lei 13.340), sancionada em 28 de setembro de 2016 e que foi prorrogada até o fim deste ano, permite que agricultores recebam descontos de até 95% em dívidas contratadas até 2011, podendo renegociar suas operações para pagamento até o ano de 2030, com parcelas a partir de 2021. Os juros da renegociação variam de 0,5% ao ano, para agricultores familiares, a 3,5% ao ano, para grandes produtores.

Segundo Zerbini Guerra, a Lei Eunício Oliveira permitiu a regularização de dívidas com um tempo longo de carência – primeira parcela para 2021 – o que atraiu os produtores que querem findar suas dívidas junto ao Banco do Nordeste. No Estado do Ceará, 100 mil produtores, de acordo com o superintendente de concessão de crédito do BNB, ainda não regularizaram suas dívidas com o banco e mais de 550 mil em toda a região Nordeste. Zerbini alerta que a lei não será prorrogada após 2018.

O superintendente pede para que os produtores rurais, que ainda não renegociaram suas dívidas, que procurem uma agência do Banco do Nordeste o mais rápido possível, visto que a movimentação deve aumentar com a chegada do fim de ano.

Mutirões

Indagado sobre que ações o Banco do Nordeste tem realizado para atrair ainda mais produtores em prol de regularizar a situação junto ao Banco, Zerbini disse que as pessoas estão conscientes de essa é a melhor oportunidade de renegociar suas dívidas. “Essas são as melhores leis que já existiram na história do Banco do Nordeste”, enfatiza.

Para o superintendente, a lei é abrangente e enquadra tanto pequenos produtores, que devem R$ 200 ao BNB, quanto grande produtores, com dívidas que perpassam a casa de 1 milhão de reais. Por isso, o banco realiza regularmente mutirões, realizando atendimentos itinerantes em diversas localidades espalhadas pelo Nordeste. “A procura vem sendo muito grande. Foi o melhor resultado de regulação de dívidas que o Banco do Nordeste já teve em um único ano ao longo de toda a sua história”, finaliza.

Confira no anexo ao final desta publicação a entrevista completa com Zerbini Guerra, superintendente de concessão de crédito do Banco do Nordeste

O Bate Papo Político desta segunda-feira também teve como destaque

– Pesquisa do Instituto Datafolha

O Bate Papo Político também destacou a pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no último domingo, que mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo preso, ainda lidera com até 31% nas intenções de voto, nos cenários em que é incluso como candidato. Sem Lula, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparecem empatados na disputa.

Em um cenário com Lula (PT) e Meirelles (MDB), o petista venceria o primeiro turno com 31%, seguido por Bolsonaro, com 15%; e Marina Silva (Rede), com 10%. Em quarto lugar, aparece um nome inédito nas eleições: o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa (PSB), com 8% das intenções de voto. Geraldo Alckmin e o cearense Ciro Gomes empatariam tecnicamente com 6 e 5%, respectivamente.

Os cenários para um possível segundo turno são ainda mais divergentes. Conforme a pesquisa, se Lula chegasse lá, venceria todos os possíveis oponentes. Contra Bolsonaro, o petista venceria com 41% dos votos, enquanto o adversário ficaria com 31%, e 19% votariam branco ou nulo.

O registro da candidatura de Lula, preso no último dia 7, não é descartado pelo PT, que declara manter a intenção de registrar a candidatura do ex-presidente. A Lei da Ficha Limpa impõe veto à participação do petista, mas a legislação permite que ele peça registro mesmo preso. Cabe, então, à Justiça Eleitoral analisar o pedido.

Para o jornalista Beto Almeida, a pesquisa do Datafolha traz surpresas. A primeira é a migração de votos de Lula, principalmente, para a ex-senadora Marina Silva. A segunda é o surgimento do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que se filiou ao PSB no último dia da janela partidária. Barbosa ainda não disse se deve concorrer ao Planalto neste ano, mas, para Beto, ele deve ser lançado pelo PSB à Presidência, já que chega a ter 10% das intenções de voto, de acordo com o Datafolha.

Segundo o jornalista Beto Almeida, a prisão de Lula mexeu com o tabuleiro eleitoral e enfraqueceu PT e PSDB, partidos que praticamente polarizaram as disputas pela Presidência da República desde 1994. O PT, sem um cenário sem Lula, não tem um nome a altura, já que o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (2%), e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (1%), aparecerem com poucas intenções de votos. Já o PSDB, que deve lançar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (6%), como candidato, também não vê o seu candidato decolar nas pesquisas.

Beto também analisou que a deputada gaúcha Manuela D’Ávila (PC do B) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL), não atingiram pontuações elevadas na pesquisa. O jornalista Beto Almeida pontua que, com a tendência de Lula não conseguir disputar as eleições, o PT busca se manter vivo nas eleições para Câmara, Senado e Assembleias Legislativas.

– General 4 estrelas se filia ao PSDB no Ceará

O general do Exército Guilherme Teóphilo filiou-se ao PSDB do Ceará e contou com o apoio do senador Tasso Jereissati (PSDB). A filiação de Guilherme Teóphilo, contudo, não é qualquer, já que ele é um general de quatro estrelas, maior patente militar em tempos de paz, e com um currículo de referência.

O general foi integrante do comando que planejou a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, exerceu o Comando Militar da Amazônia, o Comando Geral de Logística e o comando da 12ª Região Militar, como também a função de observador militar da ONU para a América Central. Além disso, ele comandou as obras de transposição das águas do Rio São Francisco.

Para o jornalista Beto Almeida, a filiação do general pode indicar que o PSDB tem uma carta na manga e pode indicar o nome de Guilherme Teófilo ao Governo do Ceará, visto sua vasta experiência na área de Segurança Pública, na qual o Estado passa por uma intensa crise.

– Na base governista…

Já na base do governador Camilo Santana (PT), candidato natural a reeleição neste ano, o fim de semana foi de declarações que polemizaram. Após o ex-ministro e pré-candidato Ciro Gomes (PDT) dizer, em entrevista, que ainda não se acostumou com o apoio do MDB do senador Eunício Oliveira a candidatura de Camilo, o governador do Ceará “deu de ombros”, segundo o jornalista Beto Almeida, e agradeceu ao senador Eunício por sua atuação, em Brasília, que atraiu verbas para o Ceará.

– Destino de Aécio

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira, 17, se recebe ou não a denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB). Caso a denúncia seja aceita, Aécio vai virar réu por corrupção e obstrução de justiça. Aécio alega que não cometeu irregularidades, mas, para Beto Almeida, ele precisa convencer não só o judiciário, como o eleitorado, já que ainda espera concorrer a mais um mandato no Senado Federal neste ano.

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